Bariátrica ou Ozempic? A Escolha Mais Difícil da Sua Vida (Ou Não!)
- Juliana Palma
- 29 de ago.
- 3 min de leitura

O Brasil é um dos países que mais realizam cirurgias bariátricas no mundo. E com a chegada de medicamentos como o Ozempic e o Mounjaro, a pergunta que todos se fazem é: preciso me submeter a uma cirurgia ou uma injeção semanal resolve meu problema?
A resposta não é simples, mas ao entender como cada um funciona, você pode descobrir que a escolha pode ser mais fácil do que parece. Vamos comparar os dois pesos-pesados do emagrecimento para te ajudar a decidir.
A Força da Cirurgia Bariátrica
A cirurgia bariátrica é um procedimento que muda a anatomia do seu sistema digestivo. Ela pode diminuir o tamanho do seu estômago e/ou desviar parte do seu intestino.
Vantagens: O resultado é uma perda de peso rápida e drástica, geralmente de 25% a 40% do peso corporal. A cirurgia também provoca mudanças hormonais que diminuem a fome e melhoram o diabetes tipo 2 de forma quase imediata.
Desvantagens: É um procedimento invasivo com riscos inerentes a qualquer cirurgia, como complicações na anestesia, infecções e sangramentos. Além disso, pode causar deficiências de vitaminas e minerais a longo prazo, exigindo suplementação contínua.
A Suavidade e a Potência das Injeções
Ozempic, Mounjaro e Liraglutida são a nova geração de medicamentos que agem imitando hormônios que controlam a fome e a saciedade. Eles não alteram a anatomia do seu estômago ou intestino.
Vantagens: É um tratamento não invasivo, que evita os riscos e a recuperação de uma cirurgia. Os efeitos colaterais são geralmente gastrointestinais (como náusea e diarreia), e tendem a diminuir com o tempo. A perda de peso é gradual, mas significativa, com uma média de 15% a 20% do peso.
Desvantagens: É um tratamento contínuo e, para manter os resultados, o uso da medicação é muitas vezes necessário por tempo indeterminado. O custo das injeções pode ser alto a longo prazo.
Riscos, Recuperação e o Fator "Para Sempre"
A grande diferença entre os dois é o fator de invasão. A cirurgia exige um período de recuperação, dietas restritivas e exames constantes. Os medicamentos são aplicados uma vez por semana (ou diariamente, no caso da liraglutida) e se encaixam na rotina sem grandes interrupções.
No entanto, o ponto principal é o que a gente chama de continuidade. A cirurgia é um evento único, mas o corpo pode se adaptar e, com o tempo, o peso pode voltar. O medicamento, por sua vez, é uma ferramenta que gerencia uma condição crônica: a obesidade. Se o tratamento for interrompido, a tendência é que a fome e o peso voltem.
A Escolha Certa Para Você
Não há uma resposta única para a pergunta. A escolha depende de:
Seu Índice de Massa Corporal (IMC): A cirurgia é geralmente indicada para casos de obesidade mais grave (IMC acima de 40 ou 35 com comorbidades).
Seu Histórico de Saúde: O médico vai avaliar os riscos da cirurgia versus os benefícios dos medicamentos.
Sua Disposição: Você está pronto para uma mudança radical e permanente ou prefere um tratamento contínuo e menos invasivo?
A melhor decisão é aquela tomada em conjunto com seu médico, que vai te ajudar a entender os prós e contras de cada caminho, considerando a sua saúde e os seus objetivos.
AVISO IMPORTANTE: Este artigo tem fins informativos e não substitui uma consulta médica. A decisão sobre qualquer tratamento para perda de peso deve ser feita com a orientação de um profissional de saúde qualificado.



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